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Eleições 2026 em Goiás: TSE define limite de R$ 17,3 milhões para gastos de campanha a governador

Por Chico Abreu

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Palácio das Esmeraldas em Goiânia.
Foto: Divulgação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou nesta terça-feira, 21 de julho de 2026, os limites de gastos de campanha para o pleito geral deste ano. Em Goiás, os candidatos que disputarem o comando do Palácio das Esmeraldas poderão gastar, no máximo, R$ 17,3 milhões ao longo de toda a campanha. Desse montante, R$ 11,5 milhões são destinados ao primeiro turno e R$ 5,7 milhões adicionais em caso de segundo turno. 

A decisão do Plenário do TSE foi de manter os mesmos limites aplicados nas eleições de 2022. Segundo o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do tribunal, a manutenção se justifica porque o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) permaneceu fixado em R$ 4,9 bilhões, e uma atualização dos tetos poderia gerar desequilíbrio financeiro entre as legendas. 

Limites para outros cargos e regras rígidas 

Além do governo estadual, o TSE divulgou os tetos para as demais disputas em Goiás: 

  • Senado: Até R$ 4,4 milhões

  • Deputado Federal: Limite de R$ 3,1 milhões

  • Deputado Estadual: Máximo de R$ 1,2 milhão

O cálculo desses valores leva em conta o tamanho do colégio eleitoral goiano, que atualmente conta com 5 milhões de eleitores aptos. É importante notar que ultrapassar esses limites sujeita o candidato a uma multa de 100% do valor excedente, além de configurar possível abuso de poder econômico, o que pode levar à inelegibilidade. 

O xadrez político: quem são os pré-candidatos 

Cerca de dez nomes são cotados para a disputa pela chefia do executivo estadual, com as candidaturas devendo ser oficializadas nas convenções partidárias até agosto. 

  • Daniel Vilela (MDB): O atual vice-governador tentará a reeleição com o apoio direto do governador Ronaldo Caiado (União), que não pode mais se reeleger e foca em uma possível candidatura à Presidência da República. 

  • Marconi Perillo (PSDB): O ex-governador, que comandou o estado por quatro mandatos, é novamente cotado para a disputa, buscando uma quinta gestão. 

  • Wilder Morais (PL): Senador e empresário, Morais já teve sua pré-candidatura anunciada pela sigla. O valor de sua campanha representa menos de 2% do fundo eleitoral bilionário ao qual o PL terá acesso. 

  • Disputa Interna no PT: O Partido dos Trabalhadores ainda não definiu seu representante. Estão no páreo o ex-deputado Luis César Bueno, o vereador Edward Madureira, o advogado Valério Luiz Filho e o jornalista Claudio Curado

Outros nomes que figuram no cenário incluem o advogado José Éliton (sem partido), o Professor Jerônimo Rodrigues da Silva (PSB) e Telêmaco Brandão (Novo). 

Financiamento e prazos 

Embora o TSE estabeleça o teto, isso não garante que os candidatos receberão todo esse valor. A distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral fica a cargo dos dirigentes partidários, que priorizam candidaturas com maiores chances de vitória ou de chegar ao segundo turno. 

As eleições estão marcadas para o dia 4 de outubro, com o eventual segundo turno previsto para 25 de outubro. Os dados divulgados pelo tribunal também servem de base para calcular o limite de contratações de pessoal para militância e mobilização de rua.

 

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