HAJA CORAÇÃO! Com roteiro de cinema, Brasil fura a muralha do Japão nos acréscimos e avança na Copa!
Em jogo de ataque contra defesa, Seleção de Ancelotti supera erro na saída de bola, amassa a retranca nipônica e garante vaga nas oitavas de final com redenção de Casemiro e gol heroico de Martinelli.

O sonho do hexa segue vivíssimo, mas exigiu nervos de aço dos torcedores nesta segunda-feira (29) em Houston. Em um verdadeiro teste de paciência e volume de jogo, a Seleção Brasileira venceu o Japão por 2 a 1, de virada, e carimbou o passaporte para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Aqui na nossa bancada, a análise tática do jogo desenha um roteiro claro: o Brasil foi dono da bola do primeiro ao último minuto, mas precisou provar sua maturidade mental para reverter um placar adverso contra um adversário que abdicou de jogar.
Abaixo, o raio-x completo de como a equipe de Carlo Ancelotti construiu essa virada épica:
1º Tempo: Controle, Ferrolho Nipônico e o Erro Fatal
O apito inicial mostrou o roteiro que esperávamos: o Brasil alugou o campo ofensivo. A Seleção iniciou a partida ditando o ritmo, controlando a posse e levando perigo real à meta japonesa com finalizações venenosas de fora da área de Matheus Cunha e Bruno Guimarães.
No entanto, o futebol não perdoa desatenções. Um erro crucial de passe do lateral Danilo no meio-campo desmoronou a superioridade inicial. O defensor entregou a bola de graça, engatilhando um contra-ataque fulminante da equipe asiática. Com o corredor livre, o volante Sano avançou sem resistência até a entrada da área e fuzilou no canto direito de Alisson, que nada pôde fazer.
Com a vantagem no placar, os Samurais Azuis recuaram todas as suas linhas. O Japão armou uma trincheira na entrada da área e deixou a bola com o Brasil. Diante da sólida marcação, a Seleção começou a forçar ações, esbarrando na falta de espaço para infiltrações. Lucas Paquetá e Casemiro colecionaram erros de passe nesse momento de tensão, cedendo brechas para novas escapadas em velocidade do rival.
2º Tempo: O Dedo de Ancelotti e a Redenção
No intervalo, a estrela de Carlo Ancelotti começou a brilhar. O italiano leu perfeitamente a necessidade do jogo e sacou Lucas Paquetá para promover a entrada da joia Endrick, buscando mais agressividade para furar a retranca.
A Seleção mudou de postura, transformando o campo defensivo do Japão em uma verdadeira blitz. A pressão sufocante logo deu frutos e trouxe o capítulo da redenção: após uma sequência de bolas alçadas, o zagueiro Gabriel Magalhães apareceu para botar um cruzamento na medida na cabeça de Casemiro. O camisa 5, que havia sofrido na primeira etapa, cabeceou cruzado com perfeição para deixar tudo igual!
O empate incendiou o Brasil, que foi com tudo em busca da virada. Quase fomos brindados com uma pintura histórica quando Vini Jr., o artilheiro da Seleção no Mundial, engatou a quinta marcha. Ele fez fila desde o meio-campo, invadiu a área e soltou a bomba, parando apenas em uma defesa espetacular do goleiro Zion Suzuki.
Os Acréscimos: A Explosão e o Alívio
O cronômetro já passava dos 90 minutos. O Brasil continuava martelando através de bolas na área, mas o empate parecia teimar em ficar no placar. Foi então que a intensidade física e a vontade de vencer definiram a classificação.
Já nos acréscimos, Rayan deu o bote perfeito, roubando a bola na entrada da área japonesa. Com a visão de jogo em dia, tocou rápido para Bruno Guimarães, que, com um passe açucarado, encontrou Gabriel Martinelli (que havia entrado na vaga de Matheus Cunha) livre e frente a frente com Suzuki. Com a frieza dos grandes artilheiros, Martinelli bateu no canto esquerdo. A bola beijou a trave e morreu no fundo da rede, explodindo a torcida brasileira em Houston!
O Que Vem Por Aí nas Oitavas!
Com a vitória suada e dominante, a Seleção Brasileira respira, ganha moral e já arruma as malas para Nova Jersey. O duelo das oitavas de final está marcado para o próximo domingo (5), às 17h (horário de Brasília).
O adversário sairá do confronto entre Noruega e Costa do Marfim, que se enfrentam nesta terça-feira (30), às 14h, em Dallas.
A Seleção provou que tem coração, elenco e brio para buscar a taça. O hexa segue vivo!


