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O Cerradão — Jornalismo do Entorno do Distrito Federal

Narcotráfico aéreo em Goiás: avião com 300 kg de cocaína é incendiado após pouso forçado em fazenda

Por Chico Abreu

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Piloto foi visto carregando um malote com a droga antes de colocar fogo na aeronave.
Foto: PMGO

Na manhã desta quarta-feira, 15 de julho de 2026, um avião de pequeno porte carregado com aproximadamente 300 quilos de cocaína realizou um pouso forçado em uma propriedade rural no município de Itarumã, no sudoeste de Goiás. O incidente mobilizou diversas unidades das forças de segurança do estado após a aeronave ter sido consumida pelo fogo logo após a aterrissagem. 

O Incidente e a Descoberta da Droga  

De acordo com relatos das autoridades, o caseiro da fazenda avistou a aeronave em chamas e acionou imediatamente a Polícia Militar. Ao chegarem ao local, equipes do Batalhão Rodoviário e do Batalhão Rural encontraram o avião, um monomotor da fabricante Cessna, parcialmente destruído pelo incêndio. 

A principal hipótese investigada é que o piloto, após o pouso, retirou a carga ilícita, escondeu os malotes em uma área de mata fechada próxima e, em seguida, ateou fogo na aeronave para destruir evidências antes de fugir a pé. Durante as buscas na vegetação, os policiais localizaram a grande quantidade de droga oculta. 

Caçada ao Piloto e Investigação  

Até o momento, o piloto não foi localizado e permanece foragido. O tenente-coronel Héber, da Polícia Militar de Quirinópolis, informou que unidades especializadas, incluindo o Graer (Grupo de Radiopatrulha Aérea) e o 5º Batalhão Rodoviário, estão empenhadas em "fechar o cerco" na região, monitorando inclusive as rodovias próximas para capturar o suspeito. 

A Polícia Científica e peritos foram acionados para identificar a origem do voo, o plano de rota e o destinatário final da carga. A investigação poderá ficar sob responsabilidade das polícias Civil ou Federal, dependendo do desdobramento das evidências sobre a natureza do tráfico. 

Histórico de Crimes Semelhantes na Região 

O caso de Itarumã reforça a vigilância contra o narcotráfico aéreo em Goiás. Recentemente, outro caso ganhou destaque: o piloto Lucas de Oliveira Penha foi preso em Goiânia, em fevereiro de 2026, após uma condenação definitiva a mais de 9 anos de prisão. Ele havia sido detido anteriormente transportando cerca de 283 kg de cocaína em uma aeronave com modificações estruturais que comprometiam a segurança do voo, evidenciando o uso recorrente de aviões adaptados para o transporte de entorpecentes no interior do país. 

As diligências em Itarumã continuam, e as autoridades pedem que qualquer informação suspeita na região sudoeste do estado seja reportada imediatamente. 

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