Operação Rastro: Polícia do DF desarticula quadrilha que desviou R$ 5,5 milhões em fraude no Pix
Criminosos exploraram vulnerabilidade no sistema de uma cooperativa de crédito e usaram a técnica de 'smurfing' para lavar o dinheiro por meio de criptomoedas.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta quinta-feira (25), a "Operação Rastro" para desmantelar um grupo criminoso responsável por um prejuízo de R$ 5,5 milhões provocado por fraudes no sistema Pix. O esquema milionário teve como alvo principal uma cooperativa de crédito e ocorreu em dezembro de 2025.
Segundo as investigações da PCDF, a quadrilha conseguiu realizar o roubo ao explorar uma falha técnica específica em um dos microsserviços integrados ao sistema de pagamentos instantâneos da instituição financeira. A brecha permitiu a drenagem dos recursos antes que os sistemas de segurança da cooperativa fossem acionados.
Lavagem de dinheiro e Criptoativos
Para ocultar a origem ilícita e dificultar o trabalho das autoridades financeiras, os golpistas utilizaram uma técnica de lavagem de dinheiro conhecida no meio policial como smurfing. A prática consiste em fracionar grandes quantias de dinheiro em centenas ou milhares de pequenas transferências para diversas contas de "laranjas". Como os valores individuais são baixos, as transações costumam passar despercebidas pelos radares e alertas do Banco Central.
Após pulverizar os R$ 5,5 milhões desviados, o grupo criminoso realizou a etapa final do processo de ocultação: a conversão de todo o montante fracionado em criptoativos. Com o dinheiro transformado em moedas digitais, o rastreamento pelos métodos financeiros tradicionais torna-se muito mais complexo.
A Operação Rastro cumpre agora mandados de prisão e de busca e apreensão contra os suspeitos de orquestrar a invasão e a lavagem de capitais. As autoridades seguem trabalhando na tentativa de rastrear as carteiras digitais do grupo para tentar recuperar parte do valor subtraído da cooperativa.


