PUBLICIDADE
O Cerradão

STJ investiga tentativas de manipulação de IA em petições judiciais

Tribunal identificou tentativas de manipular sistemas de inteligência artificial por meio de comandos ocultos em petições judiciais.

Por Administrador

Compartilhar notícia

IA-STJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) iniciou uma apuração sobre tentativas de manipulação de sistemas de inteligência artificial por meio da técnica conhecida como “prompt injection” em petições judiciais. Segundo o tribunal, os casos foram identificados nas últimas semanas e bloqueados pelas camadas de segurança do STJ Logos, plataforma de IA generativa desenvolvida pela Corte e lançada em fevereiro de 2025. De acordo com o presidente do STJ, Herman Benjamin, todas as ocorrências estão sendo mapeadas para possível responsabilização dos envolvidos nas esferas processual, administrativa e criminal. A prática consiste na inserção de comandos ocultos em documentos jurídicos com o objetivo de influenciar ou alterar respostas produzidas por sistemas de inteligência artificial utilizados pelo Judiciário. O que é prompt injection? O “prompt injection” é uma técnica usada para tentar manipular modelos de IA generativa, especialmente os chamados LLMs (Large Language Models). Na prática, instruções são escondidas em textos aparentemente comuns — como petições, recursos ou documentos processuais — para induzir a IA a ignorar regras internas ou produzir respostas favoráveis a determinada parte. Esse tipo de ataque vem sendo debatido mundialmente devido ao avanço do uso de inteligência artificial em ambientes corporativos, acadêmicos e institucionais. Medidas adotadas pelo STJ Além da investigação, o tribunal determinou que as tentativas de manipulação sejam registradas oficialmente nos autos dos processos. A medida permitirá que ministros avaliem eventual aplicação de sanções processuais. O STJ também informou que poderá haver instauração de inquérito policial e procedimentos administrativos para apuração das responsabilidades, incluindo a oitiva de advogados e escritórios eventualmente envolvidos. Sistema possui camadas de proteção Segundo o tribunal, o STJ Logos conta com diferentes níveis de segurança para impedir a execução de comandos maliciosos inseridos em documentos processuais. Entre as medidas adotadas estão: • filtragem e separação de instruções suspeitas durante o pré-processamento dos documentos; • limitação de contexto para impedir que comandos externos se sobreponham às regras do sistema; • revisão final das respostas geradas pela IA para garantir conformidade com protocolos de segurança. O tema ganhou repercussão nacional após relatos semelhantes envolvendo a Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região no início de maio. Fonte: Migalhas e informações do STJ.

Compartilhar notícia

#Cerrado em Pauta