Prêmio de R$ 3 mil para estudantes de Direito tem inscrições até 22 de julho.
Iniciativa do portal jurídico HJur busca revelar novos talentos da escrita e da comunicação jurídica; participante deve analisar controvérsia pendente no STF ou no STJ.

Estudantes de Direito de todo o Entorno do Distrito Federal têm até o dia 22 de julho para se inscrever no Prêmio HJur de Jovens Articulistas, iniciativa do portal de notícias jurídicas HJur (Hora Jurídica) que vai premiar com R$ 3.000 e projeção nacional o autor do melhor artigo autoral sobre uma controvérsia ainda pendente de julgamento nos tribunais superiores.
A proposta do prêmio é simples de descrever, mas exigente na execução: o candidato precisa escolher um tema com repercussão geral reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ou um recurso repetitivo em tramitação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) — desde que a questão ainda não tenha sido julgada no mérito — e produzir, a partir dela, um artigo inédito e autoral, defendendo uma posição crítica fundamentada.
Como participar?
O regulamento divulgado pelo HJur em suas redes sociais define quatro etapas para a inscrição:
1. O tema — escolha de uma controvérsia com repercussão geral no STF ou recurso repetitivo no STJ, ainda pendente de julgamento de mérito;
2. O artigo — texto inédito e autoral, com extensão entre 3.000 e 6.000 caracteres (com espaços), sustentando uma posição crítica fundamentada;
3. O vídeo — gravação de até 90 segundos, que pode ser feita pelo próprio celular, explicando o tema escolhido de forma simples e acessível ao público leigo;
4. O envio — submissão on-line de todo o material: artigo, link do vídeo, currículo e comprovante de matrícula em curso de Direito.

O edital completo, com as regras detalhadas de participação, critérios de avaliação e cronograma, está disponível no link da bio do perfil do HJur no Instagram (@horajuridica_hjur).
Uma oportunidade rara para quem está começando
Iniciativas como essa preenchem uma lacuna pouco explorada na formação jurídica: a de estimular, ainda na graduação, a produção de análise crítica sobre jurisprudência em construção — e não apenas sobre casos já pacificados. Ao exigir que o participante acompanhe processos pendentes de julgamento, o prêmio força o estudante a sair da zona de conforto da doutrina consolidada e a dialogar com o Direito em movimento, tal como ele é praticado nos tribunais superiores no dia a dia.
O formato também é digno de nota por unir duas competências cada vez mais cobradas de quem pretende atuar na área jurídica: a escrita técnica, exigida no artigo, e a comunicação para públicos não especializados, exigida no vídeo. Não é incomum encontrar bons escritores jurídicos que travam diante de uma câmera — ou comunicadores talentosos que não sustentam uma tese em texto. O HJur, ao pedir as duas coisas, testa uma habilidade que separa cada vez mais quem “sabe Direito” de quem sabe, também, explicá-lo.
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