PUBLICIDADE
O Cerradão — Jornalismo do Entorno do Distrito Federal

Sem resposta da Prefeitura, Sinprefor mantém greve e cobra respeito aos direitos dos servidores

Por Chico Abreu

Compartilhar notícia

Manifestação em Formosa-GO reivindicando os direitos dos servidores públicos municipais.
Foto: Divulgação/SINPREFOR

Embora a greve geral dos servidores municipais de Formosa esteja marcada para começar em 3 de agosto, o Sindicato dos Funcionários Públicos da Prefeitura de Formosa (Sinprefor) afirma que a responsabilidade pelo movimento recai sobre a falta de respostas da administração municipal. Em entrevista ao O Cerradão, a secretária-executiva do sindicato, Suyenne Borges, afirmou que a entidade esgotou todas as tentativas de negociação e acusou o Executivo de não apresentar qualquer proposta concreta para atender às reivindicações da categoria. 

Segundo Suyenne Borges, as negociações tiveram início ainda em janeiro, mas, após sucessivas reuniões, a Prefeitura não apresentou avanços que justificassem o adiamento da paralisação. 

"A decisão pela paralisação foi tomada democraticamente em Assembleia Geral após sucessivas tentativas de diálogo com o Poder Executivo Municipal, iniciadas ainda em janeiro de 2026, sem que houvesse uma proposta capaz de atender às principais reivindicações da categoria. Os servidores entenderam que todas as possibilidades de negociação foram buscadas antes da adoção do movimento paredista."

Presidente do SINPREFOR, Darcy Francisco Magalhães e a Secretária-executiva, Suyenne Borges, durante assembleia geral do sindicato em Formosa-GO.

Para o sindicato, o impasse não gira em torno da criação de novos benefícios, mas do cumprimento de direitos já previstos em lei. Entre as principais reivindicações estão o pagamento da data-base, a implantação do Piso Nacional do Magistério, a retomada das progressões, titularidades e quinquênios previstos nos planos de carreira, além da melhoria das condições de trabalho em diferentes setores da administração. 

"O Sinprefor considera inegociável o respeito aos direitos já previstos na Constituição, nas leis federais e na legislação municipal. A entidade não reivindica novos benefícios, mas o cumprimento de direitos legalmente assegurados aos servidores públicos municipais."

'Esperamos até o último momento por uma proposta' 

Suyenne Borges também afirmou que o sindicato provocou todas as reuniões realizadas com o Executivo, ocorridas nos dias 27 de janeiro, 27 de maio e 16 de junho, levando estudos técnicos e alternativas para viabilizar um acordo. Ainda assim, segundo ela, a Prefeitura manteve uma postura sem apresentar respostas efetivas às reivindicações. 

Um dos episódios destacados pela dirigente ocorreu durante a III Assembleia Geral, realizada em 22 de junho. De acordo com ela, os servidores chegaram a adiar a deliberação para aguardar uma manifestação oficial do Executivo. 

"A segunda chamada da assembleia ocorreu às 8h45 justamente para aguardar uma possível proposta oficial da Prefeitura que pudesse ser submetida à apreciação da categoria. Como não houve manifestação concreta do Executivo até aquele momento, os servidores decidiram, de forma soberana, pela continuidade da paralisação." 

Na avaliação da secretária-executiva, a ausência de uma proposta durante meses de negociação foi determinante para o fortalecimento do movimento grevista.

Manisfestação de servidores públicos nas ruas de Formosa-GO.

Sindicato mantém porta aberta para negociação 

Apesar das críticas, Suyenne Borges afirma que a greve ainda pode ser evitada. Segundo ela, o Sinprefor continua aguardando uma reunião entre a prefeita, a diretoria da entidade e a Comissão de Negociação e Acompanhamento do Movimento. 

A dirigente ressalta que qualquer proposta considerada consistente será levada para avaliação dos próprios servidores. 

"Caso o Executivo apresente uma proposta concreta que represente avanços reais nas pautas trabalhistas, ela será levada à Assembleia Geral para análise e deliberação dos servidores. Nosso objetivo sempre foi construir uma solução negociada que preserve os direitos das categorias e garanta a continuidade dos serviços públicos com valorização dos profissionais." 

Enquanto o prazo para o início da paralisação se aproxima, o sindicato sustenta que a greve ainda pode ser evitada, mas afirma que a iniciativa agora depende exclusivamente da Prefeitura de Formosa, que, até o momento, segundo a entidade, não apresentou uma resposta concreta às reivindicações do funcionalismo municipal. 

Compartilhar notícia

#Noticias em Foco

Continue lendo